Mostrando postagens com marcador animais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador animais. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Animais cometem suicídio?


Mesmo quando contam com poderosos ferrões ou presas capazes de injetar veneno em suas caças, animais como escorpiões e cobras são incapazes de cometer o suicídio, inclusive quando confrontados com uma situação de perigo, segundo os professores Pedro Gnaspini e Miguel Trefaut, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP). "Não há evidencia científica nenhuma quanto a isso", diz Trefaut.

A idéia de que animais podem se suicidar é sustentada principalmente por um popular mito de que escorpiões, quando colocados no centro de um círculo de fogo, injetam-se veneno para morrer antes de sofrer com as queimaduras. Segundo Gnaspini, o que ocorre, nesses casos, é uma falsa idéia de que o animal tenta se matar, o que já seria impossível porque os escorpiões normalmente são imunes ao veneno de sua espécie.

Em uma situação como essa o escorpião morre, na verdade, de desidratação devido ao calor do fogo. Na hora em que perde a vida, o animal contrai sua musculatura, incluindo o rabo. Com isso, o aguilhão se volta contra o corpo, o que dá a impressão de uma tentativa de suicídio. "Quando a cauda se contrai ele já não tem mais controle muscular", reforça Gnaspini.

Mesmo não havendo registro de suicídios entre os animais, Gnaspini destaca a existência de uma prática próxima disso entre os machos das aranhas viúvas-negras, que têm esse nome pelo fato de as fêmeas, em alguns casos, matarem os machos para comer seus corpos logo após o acasalamento.

Acontece que nem sempre a fêmea tenta matar o "companheiro", que pode aproveitar para fugir, mas, às vezes, se oferece como presa para a fêmea, em um sacrifício para garantir alimentação da mãe de seus filhos.

Os cães se apaixonam?


Se você perceber que seu cachorro pula cercas, aproveita um descuido e foge pelo portão, enfim, faz de tudo para ficar na companhia da cadela do vizinho, é forte a possibilidade de o seu fiel companheiro estar "apaixonado".

A teoria de que os animais possuem sentimentos e costumam demonstrá-los já é aceita por muitos pesquisadores. Segundo o biólogo e jornalista Klaus Wilhelm, em artigo publicado em 2006, "estudos sobre o metabolismo do cérebro fornecem evidências de que os sentimentos dos animais talvez não sejam muito diferentes dos sentimentos dos seres humanos, pois entre eles há processos cerebrais comuns".

Conforme Raul Dalmarco Filho, veterinário e especialista em comportamento animal, embora não aconteça da mesma forma que com os homens, os cachorros podem se "apaixonar". "Quando os cães criam o hábito da convivência, passam a dormir e a viver juntos, e cria-se entre eles um grau de intimidade, uma relação de casal. Às vezes, uma cadela que está no cio acaba dando atenção apenas a um cachorro e ignorando todos os demais", afirma.

Não há um motivo particular para um cão "apaixonar-se" por uma cadela, ou vice-versa. "A escolha é aleatória e baseia-se, quase sempre, na convivência. Algumas vezes, também, essa relação está ligada a uma experiência positiva que o animal teve na sua infância, com outro cachorro ou, até mesmo, com uma raça específica", diz o especialista.